Comunicação da Ciência

A comunicação humana tem se vindo a desenvolver em diversos campos, de diferentes naturezas, dos quais se podem destacar dois pontos distintos: a comunicação em pequena escala, e a comunicação em larga escala ou comunicação de "massa". Em ambos os casos, o ser humano serve-se de utensílios de modo a auxiliar e a potencializar o processo de produção, envio e recepção das mensagens. 
A tecnologia passou a fazer parte da comunicação entre humanas, assim como passou a participar na maioria das actividades desenvolvidas pela humanidade.

Para despertar interesses ao público é necessário comunicar com ele de algum modo. Procura-se não só utilizar os meios de comunicação correctos para o fazer, mas também a utilização de uma linguagem correcta para cada tipo de media, adaptada ao público-alvo.

O desenvolvimento dos cidadãos e a eficiência do progresso democrático dependem em muito do conhecimento de temas relacionados com a ciência e com a tecnologia. Os progressos dentro destas áreas podem levar ao avanço ou retrocesso da sociedade, logo requerem compreensão por parte da sociedade. Assim, o papel da comunicação da ciência é fundamental. É importante disponibilizar informação de confiança, relevante, e acima de tudo compreender a mensagem que se está a passar. Se a comunicação da ciência não for feita por pessoas detentoras de conhecimentos científicos, as mensagens poderão ser mal passadas e o público ficará mal informado. 

Cada vez mais é necessário que a comunidade cientifica mantenha a sociedade informada do seu trabalho, e que discuta as implicações das suas investigações, tanto para próprio beneficio dos cientistas, como para beneficio da sociedade.

Deste modo, comunicação da ciência é uma área relacionada com a atitude, os comportamentos, opiniões e as actividades que interligam o público em geral, a comunidade científica e o seu conhecimento partilhado.

Enquanto anteriormente os trabalhos e as investigações nas áreas cientificas se focavam em desenvolver o conhecimento do público através de meios de comunicação e linguagens pouco apelativas, ou não perceptíveis pela sociedade em geral, agora a comunidade cientifica, em colaboração com profissionais de áreas como a comunicação, desenvolveram novos interfaces para mediar o diálogo entre especialistas e leigos.

Acção Educacional

A acção educacional da ciência tem como objectivo partilhar conhecimento e processos relacionados com as várias áreas científicas.

Os ‘alunos’ poderão ser crianças, estudantes universitários, adultos ou qualquer outra faixa etária, o importante é adaptar os conteúdos às capacidades intelectuais de cada público-alvo.

Os projectos desenvolvidos com este propósito, devem fornecer informação bem comunicada e suficientemente rica de modo a facilitar a compreensão dos utilizadores, proporcionando assim a possibilidade de aprendizagem dos conteúdos.

Acção Promocional

A acção promocional da ciência, tal como a acção educacional, também tem o propósito de gerar conhecimento e partilhar informação com a sociedade, mas é mais que isso. O seu objectivo principal é mostrar desenvolvimentos científicos de certas missões espaciais, por exemplo, ou levar o público a desenvolver actividades aproveitando o espaço de um museu.

Assim, estas acções pretendem mostrar como e que os cientistas trabalham, e os resultados que pretendem obter. Por outro lado, fora do laboratório, os museus também têm estas acções, juntamente com as acções educacionais.

Visualização de Informação

O avanço das tecnologias relacionadas com a informação, dos equipamentos de imagem e dos computadores, possibilitam a construção de sistemas cada vez mais complexos, que permitem utilizar recursos gráficos semelhantes aos do mundo real como forma de oferecer informações mais úteis, perceptíveis e ricas em relação à sua qualidade de apresentação. Um exemplo destes sistemas são os recursos computacionais que transmitem informações de forma agradável, interativa e próxima da realidade, ou seja, a visualização de informação.

A visualização de informação produz, de um modo interactivo, representações de dados abstractos com o intuito de reforçar as capacidades cognitivas do ser humano; permitindo, assim, ao utilizador adquirir conhecimento sobre as estruturas internas dos dados analisados e das suas relações causais. Assim, estas representações gráficas de dados tem como base o seu bom entendimento.

Existem diversos modos de considerer a visualização de informação e os desenvolvimentos tecnológicos proporcionaram novas técnicas e possibilidades, alterando o ponto de vista em relação à visualização e partilha de dados científicos complexos.